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Como a tecnologia está ajudando a monitorar animais em extinção

Um milhão de espécies de animais estão em risco de extinção no planeta, segundo dados presentes em um relatório das Nações Unidas divulgado no início deste ano.

Um milhão de espécies de animais estão em risco de extinção no planeta, segundo dados presentes em um relatório das Nações Unidas divulgado no início deste ano. Entre os motivos, segundo o documento, está a ação humana, que vem se tornando a cada vez mais ameaçadora.

Para combater o problema, a Microsoft está usando o aprendizado de máquina e a inteligência artificial, permitindo intervenções mais direcionadas e oportunas nas ameaças. A gigante da tecnologia aproveitou o assunto para compartilhar, no seu blog oficial, cinco maneiras nas quais seus esforços estão beneficiando a preservação.

Identificação de leões e girafas

Com a tecnologia de reconhecimento facial e padronizado, os pesquisadores podem identificar e rastrear os animais de forma individual, ajudando os cientistas no monitoramento das populações e suas migrações.

Um dos problemas enfrentados na identificação de leões são os animais sem marcas, como leopardos, por exemplo. Então, cientistas usam técnicas de identificação que envolvem tirar fotos de alta qualidade e ampliar detalhes, como os bigodes. Com isso, é possível reduzir a dependência de monitores GPS caros e com ajustes complicados, e que também podem ter a vida útil limitada.

Uma tecnologia parecida está sendo usada por pesquisadores da Penn State University e do Wild Nature Institute no estudo de nascimentos, mortes e movimentos de mais de 3 mil girafas habitantes do norte da Tanzânia.

Populações de girafas também estão diminuindo devido à perda de seus habitats, além da caça ilegal para carne. O reconhecimento destes animais identificaria marcações únicas do torso, processando imagens em minutos.

Monitoramento do impacto humano na população de ursos pardos

As ferramentas do Microsoft Azure, junto com a inteligência artificial, estão sendo usadas por Clayton Lam, pesquisador da Universidade de Alberta, no Canadá, para analisar os fatores humanos e ambientais que limitam a quantidade de ursos pardos na Colúmbia Britânica.

Com a expansão humana a cada vez maior nos desertos, o animal é ameaçado por ser sensível à perturbação humana. Hoje, vivem em uma área que conta com apenas metade de sua faixa original.

A análise é feita com uma amostragem de DNA e colares com GPS, que rastreiam os ursos individualmente para entender melhor a conectividade entre suas populações e habitats.

Avaliação da saúde das baleias e seus padrões de alimentação

Cientistas da Duke University, na Carolina do Norte, estão utilizando modelos de robótica marinha e sensoriamento remoto de aprendizado de máquina no Microsoft Azure para avaliar informações referentes ao tamanho das baleias e como está a saúde desses animais.

Quanto mais os oceanos se aquecem, mais os estoques de krill, alimento importante para a saúde das baleias, apresentam queda. Além disso, a pesca e a exploração comercial dos habitats acabam diminuindo a população do animal.

Com a análise das distâncias percorridas pelas baleias, é feito o monitoramento dos movimentos com a ajuda de redes neurais que permitem a conexão com vários sistemas, como satélites, drones e veículos submarinos autônomos.

Monitoramento da população de pinguins

Outro trabalho bastante difícil para os cientistas é monitorar populações de pinguins em habitats remotos, pois envolve a procura de marcas difíceis de encontrar. Mas, para isso, a ecologista Heather J. Lynch, da Stony Brook University, está fazendo a combinação de capacidades da inteligência artificial com a modelagem preditiva da população de pinguins para o rastreamento em tempo real na Antártida.

Com a ajuda da visão computacional, ela procura por manchas de guano em imagens de satélite, informando e desenvolvendo algoritmos capazes de gerar estimativas populacionais para as colônias.

Protegendo elefantes de caçadores furtivos

Entre os anos de 2007 e 2014, um elefante foi morto a cada 15 minutos, segundo estimativas, e entre 25 mil a 35 mil foram mortos ao ano por caçadores furtivos em busca de marfim.

O monitoramento dos elefantes é um grande desafio para os cientistas devido às enormes áreas de habitat, mas equipes da Universidade de Cornell, em Santa Cruz, na Califórnia, estão usando a inteligência artificial para identificar e analisar gravações de chamadas de elefantes, ajudando a criar um “dicionário de elefante” com a combinação de ruídos e comportamentos.

Essa identificação ajuda os pesquisadores a entender o impacto de fatores como exploração de petróleo, extração de madeira e caça furtiva, coordenando então esforços de conservação de forma mais eficaz.

Fonte: Microsoft

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