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	<title>Arquivos #ilhadascobras - Mais Peruibe</title>
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	<description>Notícias e informações sobre a cidade de Peruíbe, São Paulo.</description>
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		<title>Ilha Queimada Grande &#8211; Ilha das Cobras</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Oct 2018 03:00:00 +0000</pubDate>
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<p style="text-align:justify">Uma pequena ilha rochosa, escarpada, sem praias e de difícil acesso, localizada a 35 km do litoral de São Paulo, entre as cidades de Peruíbe e Itanhaém, tem chamado a atenção ao longo dos último cinco séculos por uma característica insólita: é habitada quase que exclusivamente por uma espécie de cobra, a jararaca-ilhoa (Bothrops insularis).</p>
<p style="text-align:justify">A Ilha da Queimada Grande, conhecida como Ilha das Cobras, se destaca ainda por ter a segunda maior concentração desses animais por área no mundo: cerca de 45 cobras por hectare – mais ou menos equivalente ao tamanho de um campo de futebol –, perdendo apenas para a Ilha de Shedao, na China.</p>
<p style="text-align:justify">Com comprimento e largura máximos de 1.500 e 500 metros, respectivamente, e altitude que não supera os 200 metros, a Ilha das Cobras, de 43 hectares, foi descoberta em 1532, pela expedição colonizadora de Martim Afonso de Souza.</p>
<p style="text-align:justify">De acordo com as biólogas Karina Nunes Kasperoviczus, hoje na Universidade de Sydney, na Austrália, e Selma Maria de Almeida-Santos, do Instituto Butantan, provavelmente Afonso de Souza e seus oficiais protagonizaram o primeiro caso de depredação do local.</p>
<p style="text-align:justify">No artigo científico Instituto Butantan e a jararaca-ilhoa: cem anos de história, mitos e ciência, publicado nos Cadernos de História da Ciência, do Instituto Butantan, elas contam que, de passagem pela costa sudeste do Brasil, os navegadores aportaram na ilha, caçaram diversas fragatas e mergulhões e, antes de voltarem aos navios, receosos de má sorte, atearam fogo no local.</p>
<p style="text-align:justify">Não existe, no entanto, registro de que durante a permanência por lá Martim Afonso de Souza e seus homens tenham tido qualquer contato com a Bothrops insularis.</p>
<p style="text-align:justify">Segundo Karina e Selma, a prática de atear fogo à ilha se tornou corriqueira algum tempo depois. &#8220;No final do século 19, a Marinha do Brasil implantou um farol lá, cuja manutenção era realizada por faroleiros que residiam no local&#8221;, escrevem.</p>
<p style="text-align:justify">&#8220;Com medo das serpentes, a própria Marinha colocou por diversas vezes fogo na mata na tentativa de acabar com a população excessiva delas. O nome &#8216;Queimada Grande&#8217; é resultado dessas recorrentes queimadas, que, por vezes, eram tão fortes que podiam ser avistadas do continente.&#8221;</p>
<p style="text-align:justify"> </p>
<h2 style="text-align:justify">Evolução</h2>
<p style="text-align:justify"> </p>
<p style="text-align:justify">A história da Ilha das Cobras é bem mais antiga, no entanto. Ela se formou no final da última era glacial, há cerca de 11 mil anos, quando o nível do mar subiu, separando aquele morro (que fazia parte da Serra do Mar) do continente, transformando-o numa ilha e isolando uma população de jararacas comuns (Bothrops jararaca).</p>
<p style="text-align:justify">Ao longo dos milhares de anos seguintes, a espécie se diferenciou de suas parentes de terra firme e se transformou na Bothrops insularis.</p>
<p style="text-align:justify">Segundo o pesquisador e especialista em animais peçonhentos Vidal Haddad Júnior, da Faculdade de Medicina de Botucatu da Universidade Estadual Paulista (Unesp), o isolamento e as condições geográficas da ilha lentamente modificaram as características das cobras em relação às jararacas continentais, criando a nova espécie.</p>
<p style="text-align:justify">&#8220;Ela é menor e menos pesada, para facilitar sua locomoção e a caçada diurna nas árvores&#8221;, explica. &#8220;Sua cauda adquiriu capacidade preênsil (ou seja, de se agarrar a algo) e a dentição ganhou um aspecto mais curvo, para prender as aves mais facilmente e não soltá-las enquanto o veneno age.&#8221;</p>
<h2 style="text-align:justify">Nova espécie</h2>
<p style="text-align:justify"> </p>
<p style="text-align:justify">Não é de hoje que o Instituto Butantan estuda a ilha e a jararaca-ilhoa. O primeiro lote dessa espécie foi recebido pela instituição em 1911, enviado pelo zelador do farol, que residia no local, Antônio Esperidião da Silva. Elas logo começaram a ser estudadas pelo herpetólogo João Florêncio Gomes, que não chegou a concluir o trabalho, pois morreu em 1919, aos 33 anos.</p>
<p style="text-align:justify">O pesquisador Afrânio do Amaral deu continuidade às pesquisas e, em 1922, descreveu cientificamente a nova espécie. &#8220;Ele logo descobriu que ela se alimentava quase exclusivamente de pássaros, ao contrário das espécies do continente, que predam pequenos mamíferos e répteis&#8221;, conta Vidal Haddad.</p>
<p style="text-align:justify">Amaral descobriu ainda que a peçonha destas jararacas era muito mais ativa em aves e altamente potente, o que despertou o interesse sobre a espécie, que só existe na ilha.</p>
<p style="text-align:justify">&#8220;O veneno da jararaca-ilhoa é mais tóxico para aves do que para mamíferos&#8221;, explica o biólogo Marcelo Ribeiro Duarte, do Laboratório de Coleções Zoológicas do Instituto Butantan. &#8220;O que prova a grande adaptabilidade da espécie.&#8221;</p>
<p style="text-align:justify">A Bothrops insularis mede entre meio metro e um metro, com as fêmeas sendo ligeiramente maiores. &#8220;Como a fauna da ilha é muito escassa, não existindo roedores nem outros mamíferos (com exceção de morcegos), os adultos da espécie se alimentam de aves migratórias (os pássaros residentes não são predados)&#8221;, diz Haddad. &#8220;Os filhotes comem pequenos lagartos, anfíbios e artrópodes, como as lacraias, por exemplo.&#8221;</p>
<p style="text-align:justify">Outra característica dessa serpente é que ela é vivípara (não põe ovos, mas gesta a prole de maneira semelhantes aos mamíferos) e dá à luz 10 filhotes no período quente do ano.</p>
<p style="text-align:justify"> </p>
<h2 style="text-align:justify">Mitos e lendas</h2>
<p style="text-align:justify"> </p>
<p style="text-align:justify">Talvez por ser muito numerosa e altamente venenosa, a jararaca-ilhoa é objeto de diversos mitos e lendas. Uma delas diz que as cobras foram colocadas lá por piratas, para proteger um tesouro escondido.</p>
<p style="text-align:justify">De acordo com outra, um faroleiro e sua família foram mortos por suas picadas. Mas isso não ocorreu. No máximo foram mortos alguns animais domésticos, como cães, gatos e galinhas.</p>
<p style="text-align:justify">De qualquer forma, não existe mais o risco de algum faroleiro ser morto por uma picada da jararaca-ilhoa. O farol foi automatizado em 1925 e sua manutenção é feita uma vez por ano por uma equipe da Marinha do Brasil. O acesso à ilha é estritamente controlado e requer de autorização do Governo Federal. Esta é dada principalmente para pesquisadores.</p>
<p style="text-align:justify">&#8220;Apesar do óbvio risco que as cobras representam para quem entrar no local desavisado, ele quase não existe na prática&#8221;, tranquiliza Haddad. &#8220;(A ilha) é desabitada e quem a visita está ciente dos cuidados que deve tomar para evitar picadas.&#8221;</p>
<p style="text-align:justify">Ameaça de extinção</p>
<p style="text-align:justify">De acordo com ele, hoje quem tem que ter cuidado são as cobras. Apesar de a Ilha da Queimada Grande ser uma Área de Relevante Interesse Ecológico (ARIE) e pertencer à Área de Proteção Ambiental (APA) de Cananéia-Iguape-Peruíbe, a jararaca-ilhoa está criticamente ameaçada de Extinção.</p>
<p style="text-align:justify">A espécie faz parte da Lista Nacional das Espécies da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção e da Lista Vermelha das Espécies Ameaçadas da organização União Internacional pela Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês).</p>
<p style="text-align:justify">A ameaça de extinção decorre das queimadas, feitas por pescadores que querem desembarcar no local, e pela biopirataria, ou seja, a captura ilegal para venda. Um exemplar da cobra pode alcançar R$ 30 mil no mercado negro.</p>
<p style="text-align:justify">&#8220;Se pensarmos na capacidade de venenos serem a base de medicamentos e na fantástica evolução e adaptação das cobras em um ambiente isolado, elas são mais um tesouro a ser preservado do que uma ameaça aos humanos&#8221;, diz Haddad.</p>
<p style="text-align:justify">Só isso já justificaria o interesse científico na Bothrops insularis. Mas há outras razões. &#8220;O isolamento de cobras a partir das grandes massas continentais é uma oportunidade única para se estabelecerem relações evolutivas sob condições severas na maioria das vezes, como, por exemplo, falta de fontes de água e escassez de presas&#8221;, explica Duarte.</p>
<p style="text-align:justify">&#8220;Além disso, a presença dessa espécie isolada é um testemunho dos fenômenos de flutuação do nível dos oceanos no período Pleistoceno (1,8 milhão a 11 mil anos atrás).&#8221;</p>
<p style="text-align:justify">Fonte https://g1.globo.com/natureza/noticia/a-ilha-do-litoral-de-sao-paulo-com-a-segunda-maior-concentracao-de-cobras-do-planeta.ghtml</p>
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