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Mortalidade infantil cai 48% em 3 anos na cidade

A acentuada redução de quase 50% é atribuída aos investimentos em Saúde da Mulher

A taxa de mortalidade em Peruíbe teve uma diminuição de 47,9% nos últimos três anos. A queda acentuada é a segunda maior entre os nove municípios da Baixada Santista. Em 2017 a taxa da cidade era de 17.3, enquanto atualmente é de nove. Os dados preliminares são do Governo do Estado de São Paulo, em relação à evolução do Coeficiente de Mortalidade Infantil (CMI) por município de residência, da Região Metropolitana da Baixada Santista.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, a melhoria deste índice é atribuída à cobertura de quase 100% da Atenção Básica, que permitiu às gestantes a realização do pré-natal mais próximo de suas casas e também à estruturação da Coordenação de Saúde da Mulher no município, onde é verificado como este atendimento está sendo realizado, além dos casos onde há um pré-natal de alto risco, realizados na Casa da Mulher e da Criança, que trata todos os casos de maior complexidade.

Os dados de 2020 são do banco municipal, o Sistema de Informação de Mortalidade (SIM), que tem como fonte as declarações de óbito e o Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC), que tem como fonte a declaração de nascidos vivos. A mortalidade infantil é a chance de um bebê menor de um ano vir a falecer entre 1000 nascidos vivos. Em números absolutos, em 2020 Peruíbe teve seis óbitos infantis, enquanto algumas cidades da Baixada Santista tiveram mais de 30 casos.

A diretora de Planejamento da Secretaria de Saúde, Guacira Nóbrega Barbi, explica que segundo estimativa, 85% dos casos de pré-natal são de baixo risco, quando são realizados na Atenção Básica. Já os outros 15% se enquadram no alto risco. “Ou elas tem hipertensão, diabetes, ou são gestantes de gemerales, então a gente faz a referência desses casos de maior complexidade na Casa da Mulher e da Criança e para qualificar o pré-natal de alto risco, a Prefeitura de Peruíbe contratou inclusive uma médica que faz o ultrassom obstétrico com doppler.”

Na assistência materno infantil, várias ações contribuíram para a melhoria destes índices. Um comitê de mortalidade infantil, investiga todos os hábitos alimentares infantis e fetais e aponta os problemas que ocorreram durante a gestação e subsidia o redirecionamento de ações.

“Quando a gente aumenta o acesso à atenção básica, temos médicos e enfermeiros fazendo o pré-natal mais próximo da gestante.”, aponta Guacira. Ela explica que enquanto na Casa da Mulher há uma referência em pré-natal de alto risco com todos os exames pertinentes dentro do município, ao mesmo tempo também há uma cobertura ampla em pré-natal de baixo risco na Atenção Básica. “E o fortalecimento dessa expansão tem gerado esse resultado positivo.”

Investimentos na assistência materno-infantil nos últimos três anos:

  • Implementação da Estratégia de Saúde da Família (ESF) como eixo estruturante do sistema municipal de saúde tendo a atenção primária atingindo uma cobertura populacional em 2020 de 97,09% sendo 70,73 % na ESF. Com esta estratégia, houve na mesma proporção, a ampliação da proporção de gestantes com mais de sete consultas de pré-natal no município.
  • Análise sistemática dos critérios de evitabilidade do óbito infantil apontados pelo Comitê de Mortalidade Infantil para o redirecionamento das ações pela gestão que identificou a necessidade de qualificação da assistência materno-infantil.
  • Implantação da Coordenação da Saúde da Mulher
  • Qualificação das ações do Banco de Leite com a implantação deste equipamento de saúde em local reformado a fim de atender suas necessidades.
  • Implementação da Casa do Adolescente em novo local em 2020 qualificando o atendimento do risco de vulnerabilidade e planejamento familiar para este público-alvo.
  • Realização de uma nova atualização do protocolo municipal de pré-natal em 2019 junto às equipes de referência.
  • Realização de 100% do Pré-Natal de Alto Risco em Peruíbe, tendo sido reformado o espaço da Casa da Mulher e da Criança, mantendo assim a monitorização das gestantes de alto risco dentro do município.
  • Implantação do ambulatório de recém-nascido de risco na Casa da Mulher e da Criança.
  • Cartão Rosa implantado em maio de 2019. O mesmo garante prioridade à gestantes de risco em todos os serviços de saúde da rede municipal.
  • Descentralização dos TR de sífilis, HIV e hepatites virais para a atenção primária.
  • Treinamento de manejo da sífilis na gestação com o objetivo de reduzir a transmissão vertical.
  • Reestruturação do Ambulatório de Infectologia do município em 2020 qualificando o atendimento de gestantes e crianças portadoras de doenças infectocontagiosas.
  • Realização de exames de imagem no próprio município para melhorar a qualidade do atendimento às gestantes de risco e ampliar a cobertura de ultrassonografia para as gestantes de risco habitual garantindo duas ultrassonografias por gestante.
  • Pactuação com o AME de Praia Grande para a realização das ultrassonografias morfológicas.
  • Implantação do mamógrafo em julho de 2018 com ampliação da cobertura destes exames para as mulheres do município. Zeramos a demanda reprimida.
  • Ampliação da cobertura de preventivos.
  • Implantação de grupos de planejamento familiar em todas as unidades básicas de saúde.
  • Pactuação com o Hospital Regional para ampliação dos procedimentos de vasectomia e laqueadura.
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