Skip to content
Mais Peruibe

Mais Peruibe

Notícias e informações sobre a cidade de Peruíbe, São Paulo.

  • Cidade de Peruíbe
  • Notícias
  • Turismo
    • Locais Turísticos
    • Hospedagem em Peruíbe
    • Imagens Históricas
  • Fale Conosco

Últimas

Da revolta europeia à disputa pelo Brasil: democracia e soberania em um mundo multipolar

Usina Henry Borden completa 100 anos como estrutura essencial para setor elétrico

Hospital Municipal de Peruíbe atinge 1.000 ultrassonografias em mutirão de atendimento

Sabesp está com 260 vagas abertas para Programa Aprendiz na Baixada Santista até 9/9 e amplia oportunidades para jovens de comunidades

HOSPITAL DE PERUÍBE: O FIM DE UMA ESPERA DE 38 ANOS E O INÍCIO DE UM NOVO CAPÍTULO PARA A CIDADE

Aldeia Tapirema realiza Jogos Indígenas de Peruíbe nos dias 5, 6 e 7 de junho de 2026

Tem culpa, eu?

Peruíbe inaugura Casa das Culturas e consolida quarteirão dedicado às artes

Frente fria intensa deve mudar o tempo em Peruíbe e em toda a Baixada Santista a partir de domingo

Presidente Lula assina MP do Novo Desenrola com foco na recuperação financeira de famílias, estudantes e pequenos empreendedores

 
  • Home
  • 2026
  • outubro
  • Da revolta europeia à disputa pelo Brasil: democracia e soberania em um mundo multipolar
  • Blog
  • Notícias
  • Opinião

Da revolta europeia à disputa pelo Brasil: democracia e soberania em um mundo multipolar

On 26 minutos Ago
sidney

Sidney de Castro Moura – Artigo de análise — 9 de outubro de 2026

A insatisfação que atravessa a Europa e as disputas eleitorais latino-americanas têm um ponto de encontro: a luta para decidir quem governa e a quais interesses os governos respondem. Pressões econômicas, desinformação e influência estrangeira podem reduzir a capacidade dos cidadãos de escolher seus próprios caminhos. A história oferece exemplos documentados desse problema e o direito à desconfiança e a proteção que os estados vêm implementando tem razão de ser.

A tese mais consistente é esta: quando uma eleição pode alterar o alinhamento externo de um país, ela também passa a interessar às potências, e o domínio da narrativa nos meios de comunicação, como amplamente documentado ao longo da história, é a principal arma de apoio aos interesses externos.

Em outubro de 2026, manifestações na Bélgica, na França e em outros países expressam conflitos sobre educação, orçamento e proteção social. Na Espanha, a moradia mobiliza protestos. São movimentos diferentes, com reivindicações próprias, e não uma única “revolta europeia”. O traço comum é a percepção de que decisões políticas e econômicas impõem custos que boa parte da população considera injustos.

A conexão com a América Latina está nessa crise de representação. O descontentamento abre espaço tanto para propostas de transformação social quanto para campanhas que exploram o medo e desacreditam instituições. E a realidade atual demonstra claramente que vulnerabilidades internas podem ser construídas, estimulas e aproveitadas por atores externos.

A experiência latino-americana mostra por que essa preocupação merece atenção. No Chile, o próprio Departamento de Estado dos EUA reconhece que o governo americano financiou a campanha de Eduardo Frei em 1964 e utilizou recursos clandestinos para impedir a eleição de Salvador Allende em 1970. Allende venceu apesar dessas ações. Trata-se de interferência eleitoral comprovada, sem que isso signifique adulteração da contagem de votos.

Na Guatemala, os documentos da operação PBSUCCESS registram objetivos explícitos: remover clandestinamente o governo e instalar outro favorável aos Estados Unidos. Esse planejamento antecedeu a derrubada de Jacobo Árbenz em 1954. O episódio demonstra como a influência externa podia avançar da disputa política para a ruptura institucional.

No Brasil, um telegrama americano de 31 de março de 1964 registra decisões para preparar assistência às forças contrárias a João Goulart: deslocamento naval, combustível e organização de uma remessa de munições. A operação Brother Sam documenta a disposição de Washington de apoiar os adversários do governo brasileiro.

A Europa também integrou essa história. Um documento do Conselho de Segurança Nacional americano, de março de 1948, recomendava medidas para impedir a participação dos comunistas no governo italiano por meios eleitorais. Entre elas estavam pressão sobre a ajuda econômica e campanhas de comunicação. O paralelo é revelador: a preocupação com a orientação geopolítica de um governo podia se sobrepor ao respeito pela escolha de seus eleitores.

Esses antecedentes corroboram a existência de um padrão de intervenções. Não comprovam, isoladamente, uma operação atual, mas, como diz o princípio do pato: se parece com um pato, nada como um pato e grasna como um pato, então provavelmente é um pato.

Em julho de 2025, o governo Trump vinculou expressamente uma medida comercial contra o Brasil ao tratamento judicial de Jair Bolsonaro. A ordem executiva estabeleceu uma tarifa adicional de 40% sobre determinados produtos brasileiros, com exceções, e apresentou a defesa do ex-presidente entre suas justificativas. A medida foi posteriormente modificada. O fato relevante aqui é a vinculação pública entre pressão econômica e uma disputa política brasileira. Interpretar esse episódio como tentativa de constranger decisões soberanas tem fundamento no texto da própria medida.

O debate ganhou um elemento recente. Em 30 de setembro de 2026, a Reuters informou que uma delegação francesa e alemã recebeu, em Brasília, relatos sobre supostas interferências dos EUA e da Rússia na eleição brasileira. A reportagem baseou-se em fontes e documentos e não estabeleceu o efeito dessas ações sobre os votos. As alegações merecem investigação, inclusive quando envolvem potências próximas do Brasil.

É nesse contexto que a multipolarização ganha importância. Entendida como a distribuição de influência entre vários centros de poder, ela pode ampliar as alternativas diplomáticas de países como o Brasil. Também pode multiplicar pressões concorrentes. Ter mais parceiros só produz autonomia quando um país consegue negociar com eles sem subordinar suas instituições.

A eleição de Lula em 2022 favoreceu uma orientação diplomática que busca combinar relações com o Ocidente, cooperação com o Sul Global e reforma da governança internacional. Na presidência brasileira do G20, em 2024, a declaração de líderes incorporou o combate à fome, a transição energética e a reforma das instituições globais. A Aliança Global contra a Fome e a Pobreza foi uma expressão concreta dessa agenda.

A revolta europeia e as disputas latino-americanas revelam, assim, uma tensão comum entre representação democrática, desigualdade e poder internacional. A história comprova que potências interferiram na escolha de governos e apoiaram rupturas institucionais. A tarefa contemporânea é investigar cada caso com o mesmo rigor, proteger a liberdade dos eleitores e transformar a diversidade de parceiros em capacidade real de decisão.

O lugar do Brasil nesse mundo depende tanto de sua diplomacia quanto da força de sua democracia e do seu povo.

In Blog Notícias Opinião

Navegação de Post

Usina Henry Borden completa 100 anos como estrutura essencial para setor elétrico

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Talvez você goste

  • Cidadão
  • Notícias
  • Tecnologia
sidney
On 7 anos Ago

Smart Cities: como a gestão pública está atuando nesses novos modelos

  • Notícias
On 10 anos Ago

Prefeitura de Peruíbe comemora Dia do Idoso

  • Esportes
  • Notícias
sidney
On 10 anos Ago

GAROTAS DA GINÁSTICA RÍTMICA DE PERUÍBE DÃO SHOW EM COPA CORPO EM AÇÃO DA TV TRIBUNA

  • Notícias
sidney
On 11 anos Ago

Peruíbe recebe recursos destinados ao Centro de Especialidades Odontológicas

  • Esportes
  • Notícias
On 11 anos Ago

Campeonato Municipal de Futebol termina com saldo positivo

  • Cidadão
  • Notícias
sidney
On 6 anos Ago

Novo Refis oferece desconto e parcelamento de débitos

  • Cidadão
  • Notícias
sidney
On 11 anos Ago

1a Pré-Conferência Municipal da Juventude

  • Notícias
  • Turismo
sidney
On 8 anos Ago

Peruíbe é premiada no Top Destinos Turísticos da ADVB

  • Cidade de Peruíbe
  • Notícias
  • Turismo
  • Fale Conosco
Copyright 2023 |

Adicione APP maisperuibe

+ app